30.5.03
Sociedade da informação
Acaba de ser lançado o informativo eletrônico quinzenal Sete Pontos. O objetivo é difundir propostas e realizações no sentido de evidenciar a materialidade dos princípios manifestados no documento "Sete princípios: prioridades propostas pela sociedade civil - CMSI", elaborado pelo Comitê de Redação do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil em Conteúdos e Temas, que será apresentado na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, em dezembro, em Genebra. Para assinar o informativo, basta mandar um e-mail para setepontos-subscribe@yahoogrupos.com.br. A assinatura é gratuita e aberta a pessoas físicas, grupos e organizações.
História e imprensa
O Centro de Ciências Sociais da Uerj realizará', entre 2 e 5 de junho, o seminário "História e imprensa: representações culturais e práticas de poder". Serão debatidos temas como: imprensa, nação e poder no seculo XIX; imprensa e identidades políticas; impressos, cultura e sociedade; imprensa, cultura e política; alem de mídia e representações. As inscrições devem ser feitas no campus da universidade, no Maracanã (Rua São Francisco Xavier, 524, sala 9020 B). Mais informações pelo tel.: (21) 2587-7565.
Rodrigo Gurgel às 20:04 -
O papel e a internet
O jornal Valor Econômico de hoje traz uma interessante matéria sobre a entrada da editora Larousse, da França, no Brasil. Na última Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, a editora lançou 100 novos livros. Especializada em enciclopédias e dicionários, vejam o que afirma seu diretor, Jean-Christophe Marc, sobre o suporte papel em uma época marcada pelo avanço da internet: "A maioria da população ainda gosta de papel. O que está mudando é o mercado daquelas grandes enciclopédias de mais de 20 volumes, que estão de fato desaparecendo." Concordo com ele. Mas, por quanto tempo o papel resistirá?
Nova crônica
Acabo de publicar uma nova crônica. Vejam um trecho: Durante um longo tempo esforcei-me por imaginar o que o prende ao apartamento e à janela. E, também, o que seu olhar alcança, contagiando seu semblante com tamanha placidez, com inigualável serenidade, dias inteiros, deixando-o quase feliz, preso às janelas, esses pequenos quadrados por onde vejo, perplexo, nesgas de vidas que poderiam ser minhas.
Para os que quiserem ler na íntegra, basta clicar aqui.
Rodrigo Gurgel às 08:19 -
28.5.03
Ave, Poesia!
Uma das idéias mais originais e simpáticas que encontrei na Web nestes últimos tempos é o boletim Poesia.net, distribuído pelo amigo Carlos Machado. A idéia é simples: semanalmente, por meio de uma newsletter, ele nos apresenta um poeta. Dois ou três poemas, uma foto do escritor e um breve texto de apresentação disseminam pela Web a força e a perenidade do signo poético. A proposta foi tão bem recebida que Machado acaba de publicar um site - Ave, Palavra! -, no qual todos os boletins ficam arquivados e onde podemos encontrar links ótimos sobre poesia. Para se inscrever e passar a receber os boletins, basta escrever para o Carlos - cmachado@bol.com.br - ou visitar o site. Recomendo!
Rodrigo Gurgel às 14:53 -
26.5.03
A morte do diploma
Em meu novo texto, analiso a cultura do bacharelismo no Brasil e defendo o fim da obrigatoriedade do diploma. Vejam um trecho: Na verdade, a obrigatoriedade do diploma é parte das bases de uma cultura nitidamente subdesenvolvida, ávida, por um lado, de uma mobilidade social burocratizada, na qual apenas alguns possam ascender socialmente; e, por outro, de uma reserva de mercado que assegure a poucos escolhidos determinados nichos profissionais, criando, dessa forma, supostas elites.
Para os que quiserem ler a íntegra do texto, basta clicar aqui.
Rodrigo Gurgel às 00:38 -
25.5.03
História da cidadania
Eis um trecho de meu último texto, uma resenha sobre o livro História da cidadania, organizado por Jaime Pinsky e Carla B. Pinsky: O livro deixa claro que o estado que melhor define o verdadeiro cidadão é aquele no qual ele permanece alerta. Atento aos sinais que brotam da realidade, ele investiga as reais intenções dos governos, dos políticos e de todos os que almejam diferentes formas de poder. Ele repudia o assédio dos manipuladores, rechaça aqueles que tentam restringir seus direitos e, se necessário, como a História já demonstrou centenas de vezes, subverte a ordem em seu favor e em benefício das maiorias anônimas, quase sempre destituídas de voz.
Para os que desejarem ler na íntegra, basta clicar aqui.
Rodrigo Gurgel às 18:34 -
22.5.03
Olhar São Paulo
O ato de olhar, em uma cidade como São Paulo, é sempre permeado pela irrealidade. Esse é, basicamente, o tema de minha última crônica. Eis um trecho: A vida é mais bela em um outdoor ou na página feita de papel cuchê. As carnes dependuradas no açougue não guardam o mesmo vermelho convidativo dos folhetos de propaganda que os supermercados distribuem. A atriz nua não possui sequer uma ruga, estendida nua sobre a cama, ocupando duas páginas da revista. E o enquadramento da foto que me apresenta o político a sorrir no jornal, não revela quem é o ventríloquo que se esconde na sombra.
Rodrigo Gurgel às 08:42 -
21.5.03
Augusto Monterroso
Centenas de livros foram escritos tendo por mote a rememoração, real ou fictícia, e o mais famoso de todos talvez seja Em busca do tempo perdido, de Proust. É igualmente desse estreito vínculo do homem com suas recordações que nasce Los buscadores de oro, memórias do escritor guatemalteco Augusto Monterroso, falecido há poucos meses, sobre as quais comento em meu último artigo: Monterroso, memorialista da incompletude.
Rodrigo Gurgel às 09:34 -
20.5.03
Cuba e Marta
Duas boas novas: a partir desta semana está no ar um novo projeto na Web: a Ciranda Brasil, sob a direção do combativo jornalista - e meu grande amigo -Antonio Martins. Publico ali uma crônica semanal. E a primeira já está no ar: Marta. Uma outra boa notícia é a publicação, em Zona Non, do meu texto sobre os recentes acontecimentos de Cuba. Espero que todos apreciem!
Rodrigo Gurgel às 07:39 -
19.5.03
Liberdade de expressão para Carrano!
O escritor Austregésilo Carrano Bueno - autor do livro Canto dos malditos, que deu origem ao filme Bicho de sete cabeças - está impedido de se referir, por escrito e em entrevistas, às clínicas psiquiátricas nas quais foi internado entre os 17 e os 21 anos, bem como aos profissionais que, segundo ele, sempre o trataram de forma cruel, utilizando métodos antiquados e desumanos de tratamento mental. Seu livro, editado pela Rocco, está proibido. E Carrano foi condenado pela mesma Justiça a, segundo ele, "pagar sessenta mil reais aos meus torturadores".
Nos últimos dias, uma grande campanha tem reunido amplos setores da Web e do movimento da luta antimanicomial. A questão é simples: liberdade de expressão para Carrano! Liberdade de expressão para o Brasil! Os jornais, as tevês e as rádios estão repletos, todos os dias, de preconceitos, perfídias, mentiras e notícias manipuladas por grandes grupos econômicos. E tais informações são divulgadas sem qualquer problema e sem que os donos da grande mídia sejam punidos. Ao fazer suas denúncias, Carrano, entretanto, esbarrou - segundo a edição da Folha de S. Paulo deste último domingo - nos interesses da poderosa Federação Espírita do Estado do Paraná, controladora de um dos hospitais que abrigaram o escritor.
A lei brasileira parece querer silenciar apenas os pequenos, os fracos e os lutadores solitários, mas se recusa a investir sobre os grandes, os poderosos e as corporações com alto poder de lobby. Isso não pode ter o nome de Justiça. Liberdade de expressão para todos!
Rodrigo Gurgel às 10:13 -
3.5.03
O poder da sociedade ou a violência do Estado?
O fuzilamento, em Cuba, de três dissidentes, além da prisão de várias dezenas de opositores ao regime, podem ser encarados, por muitos, como um ato jurídico plenamente fundamentado. Para mim, no entanto, eles representam, sob o ponto de vista ético, um ato repulsivo. Vejam o que penso no artigo publicado em Novae e em La Insignia.
Rodrigo Gurgel às 05:16 -
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